Home office: tudo o que você precisa saber
Algumas mudanças causadas pela pandemia vieram para ficar. Por exemplo, por conta da Covid-19, muitos trabalhadores tiveram de adotar o modelo “home office”, que já existia, mas como o indicado era ficar em casa para tentar ao máximo impedir a proliferação do vírus, essa é uma tendência do mercado de trabalho.
Atualmente, de acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o número de empresas que ainda adotam esse regime diminuiu. Em 2021, 57,5% estavam trabalhando de casa, de forma parcial ou total. Já em 2022, o percentual caiu para 32,7%.
Mas isso não significa que essa prática irá cair em desuso. Apesar da queda, uma pesquisa feita em abril deste ano, do Infojobs e do Grupo Top RH, apontou que 85,3% dos profissionais trocariam de emprego por mais dias de home office. 64,4% dos que voltaram a trabalhar presencialmente, disseram que a qualidade de vida piorou substancialmente devido aos deslocamentos diários.
Então, por mais que o cenário pareça estar voltando ao “normal”, realizar as atividades da profissão dessa forma caiu no gosto de muitos. Claro que não é viável para todas as especialidades, em contrapartida, para outras é uma opção que facilita o dia a dia.
Porém, a tendência mesmo pós-pandemia é o trabalho híbrido, onde o colaborador tem de ir apenas alguns dias no escritório e no restante, fica de casa. O estudo anterior mostrou que 33,2% dos entrevistados estão neste tipo de regime.
Se a sua realidade for essa ou pensa em buscar um emprego que tenha a possibilidade em questão, veja o que precisa saber sobre o home office.
Foto: Canva
O que é e como funciona?
Na teoria, em tradução livre, o termo significa “escritório em casa”. Na prática, o profissional tem uma estrutura para realizar as suas atividades dentro da sua residência.
Parece simples, mas para que essa modalidade funcione é importante levar a sério a organização, disciplina e, claro, responsabilidade. Além dessas três características, é fundamental ter um computador e bom acesso à internet.
Dos principais motivos que levam alguém a optar por esse regime, a qualidade de vida é o que mais chama a atenção, já que trabalhar no conforto do lar não exige ficar horas no trânsito.
Um ponto que nem sempre fica claro é se existe diferença entre o home office e o remoto. Há quem diga que o primeiro tem a limitação de ficar dentro do apartamento e o segundo pode trabalhar de qualquer lugar, desde que tenha uma boa conexão e um notebook.
Entretanto, há quem defenda o “home officer” dar check em todas as suas tarefas em locais alternativos, como cafeteria e hotel.
Veja o que está de acordo com as regras da empresa em que trabalha e saiba que, independente do que for liberado, o que não pode ficar de lado é o comprometimento.
Falando nisso, para os líderes, um dos fatores que os levam a incentivar os seus funcionários a aderir esse modo é a economia, como transporte, alimentação e infraestrutura. Também notam o aumento da produtividade da equipe.
Conheça as vantagens e desvantagens
Além das que já citamos, fique ciente de que é possível conseguir uma rotina mais saudável, mais tempo para realizar outras atividades e uma proximidade maior com a família, dependendo da realidade.
Uma pesquisa da Deel, startup de contratos e pagamentos internacionais, identificou o seguinte dado: 76% dos participantes afirmam que o home office ajudou a desenvolver um melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
Até então, falamos apenas sobre os benefícios. Mas qual é a parte não tão positiva dessa prática? Dentre alguns, destaque para o possível excesso de carga horária, isolamento social, aumento da procrastinação, contas de casa mais elevadas, entre outros pontos negativos.
Sendo assim, o mais indicado é ver qual alternativa que mais se adapta. Nem sempre dá para agradar a todos, contudo, ter essa conversa faz com que as horas trabalhadas sejam mais satisfatórias tanto para o líder quanto para o colaborador.
Apesar de ser uma oportunidade benéfica para muitos, nem todos conseguem entregar o melhor através desse formato. Alguns podem se deparar com dificuldades por conta da reclusão: a falta de comunicação e não saber separar o trabalho da vida íntima. Sem contar as distrações, como visitas, telefonemas, redes sociais.
Enquanto tem gente que não consegue se concentrar e aumentar a sua produtividade trabalhando no home office, o oposto pode acontecer.
Dicas
Se a sua realidade ou desejo tiver a ver com o home office, confira algumas instruções que podem colaborar para que os benefícios se sobressaiam.
Em primeiro lugar, invista em um ambiente adequado. Uma mesa e uma cadeira confortável são essenciais. Aposte em um cômodo onde seja o mais silencioso possível, longe de distrações e com uma iluminação coerente com as suas atividades trabalhistas.
Caso não tenha espaço, vale buscar um coworking. Mas independente disso, o importante é se atentar a alguns detalhes que fazem a diferença. Por exemplo, planeje as tarefas do dia, crie uma rotina e se organize.
Mantenha a atenção e apesar de o foco ser na produtividade, é primordial fazer algumas pausas regulares para descansar a mente. No momento de ir até a cozinha para tomar um café, imagine que esteja na sede da empresa. A funcionalidade é semelhante.
Atenção, mesmo com as economias que esse modelo oferece, entre outras vantagens, esteja atualizado em relação às leis que trazem direitos e deveres para aqueles que trabalham direto do seu lar.
Até o fechamento desta matéria, por exemplo, o Governo Federal publicou novas regras para o home office em serviços públicos. Com as alterações, a classe em questão só poderá usufruir dessa alternativa após um ano de estágio comprobatório.
Por fim, se você se identifica com esse formato, esteja ciente de que dependendo do seu esforço e comprometimento, a sua carreira profissional irá deslanchar. Note o que funciona, o que não dá certo e se adapte.
Com ou sem pandemia, ser home officer é uma tendência que veio para ficar, mesmo com as constantes mudanças.