Como evitar o Aedes aegypti no condomínio?
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Todos os anos é de praxe ter a campanha para combater o Aedes aegypti. Aliás, um fato curioso é que esse inseto é 180 vezes mais letal que cobras, hipopótamos e tubarões, segundo um estudo feito pela Fundação Bill e Melinda Gates. Enquanto as serpentes causam, aproximadamente, 125 mil mortes por ano, os mosquitos matam, em média, 725 mil pessoas anualmente no mundo.
Outra curiosidade é que no Brasil, os primeiros relatos da doença transmitida pelo mosquito em questão aconteceram entre o final do século XIX, em Curitiba (PR), e começo do século XX, em Niterói (RJ). A partir desse histórico, inúmeros casos já surgiram e tendem a atingir os mais variados públicos. Em 2023, por exemplo, houve um total de 4.565.911 pacientes, incluindo 0,17% em estado grave (mais de 7.600 casos) e resultando em uma taxa de letalidade de 0,051% (2.340 óbitos).
Contudo, só no começo de 2024, o país já apontou mais de 3 milhões de registros prováveis de dengue e 1.385 óbitos pela doença. O número de ocorrências e mortes atingiu o maior patamar desde o ano 2000, segundo o Ministério da Saúde.
Sendo assim, por mais que a enfermidade não seja novidade para as regiões tropicais e subtropicais, o tema precisa ser abordado constantemente.
Falando nisso, um levantamento feito pela AdaptaBrasil, plataforma vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicou que as mudanças climáticas interferem no cenário atual. Isso porque com o aumento da temperatura global, o ambiente fica mais favorável à proliferação desse e de outros vetores e, consequentemente, ter o agravamento de arboviroses, como a dengue.
Independente dos dados, o importante é lembrar que não existe tratamento específico para esta condição, seja ela mais branda ou grave. Contudo, o diagnóstico precoce, o não tratamento por conta própria e acesso aos cuidados médicos indicados reduzem as taxas de mortalidade.
Vale intensificar que os principais sintomas da condição são: febre alta, dor no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo.
E, claro, a prevenção e o controle dependem consideravelmente de medidas efetivas que todos, sem exceção, com o objetivo de controlar o transmissor. Ressaltando que o Ministério da Saúde orienta que é necessário eliminar os criadouros, mantendo os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas, capas ou tampas.
Em relação à campanha de vacinação contra a dengue, por enquanto, somente crianças de 10 a 14 anos podem ser vacinadas, já que depois do público da terceira idade, é o grupo que concentra o maior número de hospitalizações. Disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde), são duas doses que devem ser tomadas, com o intervalo entre elas de 3 meses.
As ações citadas anteriormente, por menores que pareçam, ajudam, principalmente, nas áreas de transmissão. Então, se a dúvida é se você pode fazer a sua parte onde mora: sim e deve!
O papel dos condomínios
Há uma ideia de que a proliferação acontece apenas nos vasos de plantas e nas garrafas. Entretanto, o abrigo de larvas do mosquito é muito mais diverso do que se imagina.
Síndicos e gestores devem ficar de olho, por exemplo, em pneus, calhas entupidas que podem acumular o líquido e ser um ambiente promissor para o inseto. Depósitos de lixos não ficam de fora, piscinas devem receber manutenção adequada e recipientes de coleta de água da chuva precisam ser vedados corretamente. Limpar até os cantos mais escondidos é indispensável.
É morador e notou algo que pode colaborar com a transmissão? Comunique à administração o mais rápido possível. Aliás, a comunicação é crucial para disseminar informações verídicas. No mais, é uma boa ação promover campanhas de conscientização, cartilhas com mais detalhes sobre a dengue, dentre outras medidas.
Eliminar focos é o primeiro passo para acabar com o Aedes aegypti e mudar este cenário tão alarmante. Não esqueça de usar repelente adequado e se sentir algo que possa ser indicação da enfermidade, vá ao posto de saúde mais próximo. Não se automedique e faça campanha para que o público que possa receber a vacinação, se vacine o quanto antes.
Cuide de você e da vizinhança!