Política da boa vizinhança: como conviver em paz?
Nos últimos 20 anos, houve um aumento da população que reside em condomínios fechados no Brasil.
Com base nos dados do Censo 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no início de 2024, que o total de brasileiros que vivem em apartamentos chegou a 12,5% da população. Enquanto 84,8% moram em casas condominiais.
E já que houve esse crescimento, consequentemente, a necessidade de manter a boa convivência entre os condôminos também cresceu e essa é uma preocupação pertinente entre os moradores, síndicos e afins.
Mas afinal, o que significa manter esse clima ameno entre as unidades de um condomínio? Quais são os benefícios quando o objetivo é atingido com sucesso e o que fazer para resolver conflitos que possam existir? Confira a seguir, algumas dicas importantes sobre convivência.
Imagem: Canva
Para começar: ter uma boa convivência na vizinhança nada mais é do que ter uma boa comunicação, ser cordial, agradável e respeitoso. Aliás, isso é base em qualquer tipo de relações humanas. E no ambiente em que se vive não seria diferente. Manter essa “política” é fundamental para garantir qualidade de vida a todos e conquistar um ambiente de integração e cooperação da mesma forma.
Morar em um prédio é como viver em uma comunidade. Não é uma tarefa fácil e tem de entender até onde vão os seus direitos e quais são as suas obrigações. Ou seja, esse convívio exige entender legalmente o que se pode ou não fazer, quais são os limites e o que remete respeitar o espaço do outro.
A propósito, seguir regras traz inúmeros benefícios, como uma segurança maior e cuidado mais aprimorado com o bem comum. Além dessas vantagens, também podemos destacar: um diferencial na valorização do patrimônio, contar com uma rede de apoio, nem que seja uma carona para uma possível emergência ou até mesmo emprestar um eletrodoméstico ou ingrediente para uma receita de última hora.
No mais, quando se tem paz, harmonia e união, possivelmente há pilares para ter uma troca de ideias saudáveis que podem ser benéficas para o condomínio.
Dicas para um convívio harmonioso
A primeira dica é de conhecimento geral, mas sempre é válido relembrar: respeitar o horário de silêncio. Normalmente, depois das 22h, que tal maneirar com o volume alto da TV ou diminuir o som da festa, não mudar de lugar um móvel e nem ligar o aspirador?
Para quem tem criança e/ou pet em casa, é de bom tom evitar que eles façam barulho que possa incomodar as outras unidades. Falando em cachorro, vai passear com ele? Não esqueça de limpar as necessidades dele e transitar em locais que sejam permitidos.Supervisione os pequenos nas áreas comuns, como piscina e parque infantil.
No mais, trate todos com respeito, seja o síndico, demais moradores e funcionários. Vai ter reunião de condomínio? Espere a sua vez de falar e não esqueça de manter a calma, mesmo em momentos mais conturbados. Fique por dentro das regras através de uma leitura atenciosa da convenção e do regulamento interno, que pode variar de acordo com cada estabelecimento.
Quando você faz o mínimo, tudo se encaminha para uma boa convivência. Em contrapartida, ninguém está imune de passar por contratempos. Caso aconteça algum imprevisto, seja moderado ou grave, é de extrema importância que os envolvidos e o síndico promovam um diálogo com o intuito de resolver o problema e não piorá-lo.
Dito isso, o ideal é que as tentativas de resolução sejam amigáveis. Porém, caso não seja possível, dependendo do ocorrido, recorrer à Justiça é a saída mais viável. Entretanto, essa deve ser a última opção na maioria das situações.
Lidar com conflitos exige paciência, empatia e habilidades de negociação. É preciso que haja um profissional qualificado para auxiliar nos mais diferentes cenários. O intuito é sempre buscar o bem-estar de todos.
Resumindo: cada vez mais sobe o número de pessoas que escolhem morar em condomínios verticais ou horizontais. Então, ter as regras claras do que pode ou não é essencial para que a boa convivência seja realidade.
Não é preciso ser amigo de todos que moram em um conjunto habitacional. Contudo, respeitar a privacidade e saber onde começa e termina os seus direitos é primordial para que haja uma relação respeitosa e saudável. Afinal, viver em sociedade é isso.