Taxa de condomínio: por que manter em dia
Uma vez por mês, moradores de um condomínio têm de pagar uma taxa para dividir os custos de manutenção e administração das áreas comuns do prédio.
Essa cota está prevista em lei e o Código Civil diz que serve para quitar as despesas mensais, como salário dos funcionários. Além disso, também é permitido usá-la para criar um fundo de reserva do complexo habitacional.
Entretanto, um levantamento feito pela APSA (empresa em gestão condominial e negócios imobiliários do país) indicou que nesse setor, o número de pessoas inadimplentes atingiu 17% em 2022.
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Por mais que o cenário do Brasil seja de endividamento generalizado, segundo o Serasa, é importante saber que fazer parte dessa estatística traz malefícios ao proprietário da unidade e, claro, aos outros condôminos também.
Manter esse pagamento em dia, traz benefícios a todos, como a valorização do imóvel e poder participar de tomadas de decisões em assembleias e afins.
Em contrapartida, quando alguém fica em dívida, saiba que não estará apenas se prejudicando. A vizinhança, consequentemente, também sofrerá consequências. Suponhamos que reformas estejam previstas e, como o valor total não está completo, as mesmas podem ser canceladas.
Mas se a cobrança é quitada dentro da data de vencimento, o condômino está colaborando para um ambiente mais seguro. Lembrando que quando um não arca com a despesa em questão, pode acarretar em possível risco de perder o apartamento, já que uma mudança no Código de Processo Civil, em 2016, criou regras mais rigorosas quanto à falta de pagamento de condomínios, permitindo que um processo judicial seja gerado por esse tipo de dívida, fazendo com que o imóvel ser leiloado por determinação judicial.
Então, muito mais do que uma taxa individual, que deve ser cobrada a todos os proprietários (e caso esteja especificado no contrato de locação, os locatários devem colocar esse custo na planilha de finanças), é um valor que colabora na qualidade de vida coletiva de todos.