Seguro residencial: vale a pena investir ou é despesa?
Você tem seguro residencial? De acordo com um levantamento feito pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), esse tipo de serviço no Brasil cresceu 17,25% durante a pandemia do Coronavírus, ficando atrás dos de vida (18,86%) e de veículos (30%).
Apesar da popularidade para os automóveis e para as pessoas, é importante garantir uma proteção para o seu lar também. Afinal, nada melhor do que um ambiente que transmite aconchego e segurança da mesma forma. Veja os benefícios dessa contratação e por quais motivos não deve ser vista somente como mais uma despesa.
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O que é e como funciona?
Esse investimento é uma forma de evitar mais dores de cabeça em alguns contratempos, onde nenhuma residência está imune.
Assim como o de carro, as seguradoras desse segmento têm por objetivo oferecer uma ajuda em casos de acidentes que possam acontecer em sua moradia.
Funciona assim: as empresas emitem um contrato, formalizado em uma apólice, onde a mesma irá indenizar o segurado caso tenha ocorrências de sinistros. Todas, sem exceção, oferecem uma garantia básica, mas nada impede de obter complementos.
Falando nisso, essas ofertas abrangem diferentes coberturas, como incêndio, queda de raio e explosão por conta de gás doméstico. É possível incluir outras, que variam entre proteção contra roubos e furtos, danos elétricos, perda de aluguel, quebra de vidros, até mesmo, vazamento de encanamento.
Muitas vezes também a opção de ter suporte de chaveiro, vidraceiro, eletricista, encanador e outros profissionais. Porém, vale ressaltar que para cobrir esses prejuízos é preciso que os mesmos estejam presentes no documento formal.
Geralmente, o contrato é personalizado. Então, a dica é analisar quais são as suas maiores necessidades. A partir disso, o valor será calculado e pago por ano. Aconteceu algo? É só acionar o seu corretor e pagar uma franquia para ter acesso à indenização acordada.
Seguro é investimento e não despesa
Nem sempre essa modalidade entra como prioridade nas contas das famílias brasileiras. Uma pesquisa da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) apontou que, em 2021, a maior participação em relação a esse serviço foi a da região Sul, com 29,7%, seguida do Sudeste (22,3%). São Paulo, por exemplo, é o segundo estado que contrata seguradoras para moradias.
Esse mercado tem crescido, mas ainda há quem acredite que o seguro residencial possui um custo elevado igual ao valor do imóvel. Mas na prática, não funciona assim. É fundamental olhar para essa conta e classificá-la como um investimento que cuida desse bem.
Claro, é importante analisar e ver qual companhia oferece um bom custo-benefício, que caiba no seu bolso. Mas jamais deixe de se precaver. Reflita que diante de qualquer problema, você não precisará desembolsar quantias altas para cobrir danos de altos valores. O barato pode sim sair muito caro lá na frente!
Entretanto, escolha uma seguradora que tenha expertise na área e seja reconhecida no mercado. Leia com atenção o que está escrito na apólice e confira todos os dados cadastrados para não ter problemas no futuro.
Qual é a melhor opção para o meu apartamento? Por exemplo, se você mora sozinho, vale contratar, ao menos, a proteção básica. Para quem tem mais integrantes, considere coberturas adicionais.
O seguro do condomínio protege a sua unidade?
Essa é uma dúvida bem comum. Aliás, a Lei dos Condomínios (Lei 4.591/64) e o Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) estão regulamentadas e preveem a necessidade de uma cobertura mínima para garantir a segurança dos moradores e proprietários dos apartamentos.
Porém, muita atenção: este seguro visa resguardar o condomínio, a estrutura comum contra incêndio, acidentes e proteger as áreas comuns. Sendo assim, se um apartamento privativo passar por algum dano, o que foi contratado pelo síndico não irá cobrir esse tipo de prejuízo.
Então, confirme se o edifício em que mora tem esse tipo de cobertura prevista por lei. Em contrapartida, não dependa apenas deste seguro. Essa responsabilidade é exclusiva do proprietário da unidade ou de quem está alugando.
Por mais que esse serviço seja opcional, essa proteção a mais é bem-vinda e benéfica a todos. Lembre-se, nesse caso, é melhor prevenir do que remediar. Procure um corretor de confiança e proteja o seu patrimônio.