Por que e como fazer coleta seletiva na sua casa?
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Você sabia que o Brasil está entre os cinco maiores produtores mundiais de lixo? De acordo com o panorama de 2022 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o país atingiu a marca de 81,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos.
Sendo assim, era de se esperar que a reciclagem e reutilização tivesse a mesma proporção, certo? Porém, essa é uma realidade ainda distante dos brasileiros. Por aqui, apenas 2% desses lixos são reciclados.
Aliás, segundo uma pesquisa do Ibope, em parceria com a Abrelpe e o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), mais de 70% da população não separa o lixo em comum e reciclável. A boa notícia é que esse cenário pode ser alterado através de uma coleta seletiva na sua casa.
A importância dessa ação diária
Em primeiro lugar, a coleta em questão é a separação entre resíduos e lixo. O primeiro, normalmente, pode passar pelo processo de reciclagem, como por exemplo, uma garrafa pet. Já o segundo é aquele que não consegue ser reutilizado, como restos de alimentos.
Então, sim, esse é o primeiro passo para que ocorra o descarte correto, fazendo com que tudo que seja jogado na lata de lixo siga para o seu destino ideal. Essa simples atitude ajuda a economizar recursos naturais e, claro, a reduzir o acúmulo de materiais orgânicos e inorgânicos nos aterros sanitários.
Aliás, existe uma Lei Federal, a de número 12.305/10, no Brasil, que integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e tem a finalidade de gerir esses descartes de modo adequado. Este regulamento prevê que a responsabilidade pela eliminação do lixo e dos resíduos é de todos que atuam na produção ou consumo de um produto.
Nos condomínios, a lei varia de acordo com cada município. Se o seu já tiver lixeiras com essa finalidade, não deixe de seguir as regras. Mas caso ainda não tenha no seu prédio, saiba que você pode adotar essa ação diariamente dentro do seu apartamento.
Adotando essa medida, automaticamente, é possível colaborar para que a sociedade seja mais sustentável e ecológica. Fora isso, agir dessa forma ajuda a diminuir impactos ambientais, como poluição, proliferação de doenças, entre outros.
Como fazer?
Implementar essa coleta dentro de casa não é uma tarefa difícil. Até pode levar mais tempo, mas os benefícios são valiosos, como já falamos anteriormente.
A primeira dica é usar lixeiras separadas para que o descarte seja ainda mais prático, principalmente se o condomínio em que você vive não tiver esse “serviço”.
Por exemplo, você pode colar etiquetas em cada lata de lixo. Uma para papel e papelão, outra para plástico e isopor. Também tem a que recebe apenas vidro e uma somente metal. Escolha uma que seja apropriada para orgânicos e não recicláveis.
Em contrapartida, uma forma mais econômica é ter duas lixeiras com as seguintes finalidades: a primeira para descartar lixo orgânico (restos de frutas e legumes, entre outros alimentos) e a segunda para resíduos recicláveis (metal, vidro, madeira, papel, plástico e etc).
No mais, é recomendado higienizar os descartes, como uma embalagem de iogurte. A princípio, parece não ter muita relevância, porém, isso ajuda a não atrair bichos e insetos. Além disso, poupa certos desconfortos, como mau cheiro.
Outra recomendação é ter cuidado com o material que você utiliza para embalar os resíduos e afins. Os sacos de lixo recicláveis são os ideais para armazenar o que não tiver mais serventia na sua casa.
Aliás, dois itens que muitos não jogam fora de maneira correta são pilhas e baterias. Embrulhar ambas em sacos biodegradáveis, faz com que eles passem por uma biodegradação antes mesmo de serem recolhidos.
Normalmente, há locais mais seguros para descartá-las. Em muitas cidades brasileiras, agências bancárias, estabelecimentos comerciais, como shopping centers, e instituições de ensino, funcionam como postos de coleta. Por fim, se tiver que levar o que separou e embalou corretamente, saiba que há vários postos espalhados pelo país.
Veja o mais próximo da sua casa, seja da prefeitura, de uma iniciativa privada ou ONGs e entregue para quem irá descartar de maneira sustentável o que não tem mais utilidade no seu dia a dia.
Se achar relevante, que tal sugerir essa ação onde mora? Incentive a vizinhança e converse com o síndico. Explique a necessidade de cada morador realizar essa iniciativa e se a mesma for coletiva, o planeta agradece ainda mais e as atuais e futuras gerações também.