Cuidados com a piscina do condomínio

Ter uma piscina em um condomínio exige diversos cuidados, principalmente, porque se trata de um ambiente, que quando não tratado, pode acarretar várias doenças. O síndico deve seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 11238 – Segurança e Higiene, ABNT NBR 11239 – Projeto e execução de piscina e ABNT NBR 10818 – Qualidade da água. Estas normas orientam a obrigatoriedade de ter uma pessoa qualificada para operar na limpeza e manutenção; quando em funcionamento, as áreas de piscina devem estar sob vigilância de salva-vidas com identificação; toda piscina deve possuir formas de entrada e saída, escadas, por exemplo, em sua parte rasa; as piscinas infantis não podem exceder profundidade máxima de 0,60 m; os ralos dever ser cobertos por grades ou tampas, onde as aberturas tenham – no máximo – 10mm de largura.

Muita gente não sabe, mas os ralos podem ser muito perigosos. As piscinas mais antigas, possuem ralos com a sucção de água mais forte e isso podem ocasionar vários acidentes com os usuários. O ideal é que o síndico verifique a possibilidade de trocar o equipamento por um que não “puxe” tanta água. Hoje em dia há diversos modelos que podem ser encontrados no mercado.

Para a higienização, segundo a Resolução Nº 0003, de 15/02/2001 da Diretoria da Vigilância Sanitária, o condomínio deve dispor de um Alvará de Sanitário; realizar análises periódicas da água em laboratório para verificar se não há contaminação e possuir livro de registro de pH entre 6,7 e 7,9 e o cloro residual deverá estar compreendido entre 0,5 mg/1 e 0,8 mg/1 para cada piscina. Os vestiários e as instalações sanitárias devem ser independentes por sexo. Aplique nestes ambientes pisos de materiais resistentes laváveis, não absorventes e não escorregadios. As paredes devem ser revestidas até dois metros de altura, no mínimo, com azulejos cerâmicos ou outro material equivalente. É proibido o uso de estrados de madeira internamente.